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Archive for fevereiro 2010

“E do céu veio uma voz, que disse: – Este é o meu Filho amado, que me dá muita alegria”. Mateus 3:17

“O amor é a única razão pela qual se dá a vida” (Matthew Kelly).

 

 

Se Deus dissesse que hoje seria o último dia que você passaria com a sua família, o que você faria nessas vinte e quatro horas? Amar e ser amado são as necessidades mais básicas da alma humana. Quem ama demonstra, declara, deixa vazar esse sentimento como água que nutre a alma do outro. A escritora Lya Luft, em seu livro Perdas e Ganhos, ao abordar sobre o tema Família, escreve uma verdade sobre a qual precisamos refletir:

“Se viver sozinho já é duro, viver em família pode ser onerado e oneroso. Sofremos com a precariedade dos laços amorosos. Sofremos com falta de dinheiro e de tempo. Sofremos com a necessidade de suprir cada vez mais os mandatos do consumo. Sofremos com o pouco espaço para o diálogo, a ternura e a solidariedade dentro da própria casa. Principalmente, não temos tempo ou disponibilidade para o natural exercício da alefria e do afeto”.

Com razão, disse o escritor Matthew Kelly, em seu livro Os Sete Níveis de Intimidade: “Dar e receber amor é a maior vocação do ser humano”. Infelizmente, muitos pais nunca se deram conta da importância e do valor de uma declaração sincera de amor ao filho. A Bíblia diz que antes de Jesus ser levado para o deserto a fim de ser tentado pelo diabo, Deus, o Pai Eterno, fez uma declaração de amor que foi decisiva para a sua vitória sobre o diabo: “Este é o meu filho amado em quem eu tenho muito prazer!” Mateus 3:17.

Nossos filhos precisam sair de casa (quando vão estudar, trabalhar ou passear) sabendo que são amados incondicionalmente. Conheço muitos filhos que nunca ouviram dos seus pais uma única declaração de amor.

Certo dia, quando terminei de ministrar em uma igreja sobre a importância do carinho, do afeto e de uma declaração de amor, uma jovem procurou-me e, com os olhos cheios de lágrimas, disse-me: – Pastor, eu tenho dezessete anos e sofro de uma carência crônica de afeto paterno. Meu pai nunca me abraçou, nunca me deu parabéns no meu aniversário, nunca me fez uma declaração de amor. Pelo contrário, já ouvi dele algumas vezes: “Você deveria ter nascido morta”.

Amar e ser amado são imprescindíveis para a saúde emocional do (a) filho (a). As coisas que mais têm valor no relacionamento familiar não custam dinheiro. Quanto custa uma declaração de amor? Se você tem filho, por que não fazer, hoje mesmo, uma linda declaração de amor para ele? Alguém me enviou um texto que nos faz refletir do porque não devemos deixar para amanhã o que podemos fazer hoje. É uma mensagem que foi deixada pelo marido de uma das aeromoças que morreram no acidente que houve com o avião da TAM onde ela trabalhava. Ele jamais poderia imaginar que aquela seria a última saída da esposa de sua casa para trabalhar. Por isso ele escreveu…

SE O AMANHÃ NÃO VIER…

“Se eu soubesse que essa seria a última vez que eu veria você dormir, eu aconchegaria você mais apertado e rogaria ao Senhor que protegesse você. Se eu soubesse que essa seria a última vez que eu veria você sair pela porta, eu abraçaria, beijaria você e a chamaria de volta para abraçá-la e beijá-la uma vez mais. Se eu soubesse que essa seria a última vez que eu ouviria a sua voz em oração, eu filmaria cada gesto, cada palavra sua, para que eu pudesse vê-la e ouvi-la de novo, dia após dia. Se eu soubesse que essa seria a última vez, eu gastaria um minuto extra ou dois, para parar e dizer: EU TE AMO, ao invés de assumir que você já sabe disso. Se eu soubesse que essa seria a última vez, eu estaria ao seu lado, compartilhando do seu dia, ao invés de pensar: “Bem, tenho certeza de que outras oportunidades virão. Então eu posso deixar passar esse dia”. É claro que haverá um amanhã para se fazer uma revisão. E nós teríamos uma segunda chance para fazer as coisas de maneira correta. É claro que haverá outro dia para dizermos um para o outro: “EU TE AMO”, e certamente haverá uma nova chance de dizermos um para o outro: “Posso te ajudar em alguma coisa?”. Mas, no caso de eu estar errado, e hoje ser o último dia que temos juntos, eu gostaria de dizer-lhe O QUANTO EU AMO VOCÊ!”.

Espero que nunca nos esqueçamos disso!

O dia de amanhã não está prometido a ninguém, seja ele jovem ou velho. E hoje pode ser sua última chance de segurar bem apertado a mão da pessoa que você ama. Se você está esperando pelo amanhã, por que não fazer hoje? Porque se o amanhã não vier, você, com certeza, se arrependerá pelo resto de sua vida de não ter aproveitado aquele tempo especial com um sorriso, um abraço ou um beijo. Tudo porque você estava “muito ocupado” para dar àquela pessoa o que acabou sendo o último desejo que ela queria. Então, abrace o seu amado, a sua amada, o seu filho, a sua filha HOJE. E dê esse abraço bem apertado. Susurre no seu ouvido, dizendo o quanto você o (a) ama e o quanto o (a) quer junto de você. Gaste um tempo para dizer: “Desculpe-me”; “Por favor”; “Me perdoe”; “Obrigado”; ou ainda, “Não foi nada”; “Está tudo bem”. Isso porque, se o amnhã jamais chegar, você não terá que se arrepender pelo dia de hoje. Pois o passado não volta e o futuro talvez não chegue. Papai, mamãe, marido e esposa: parem agora por alguns minutos e reflitam sobre essa mensagem. E pratiquem-na!

Lembre-se, amor em família é uma arte, um malabarismo, por vezes um heroísmo: essencial como o ar que respiramos.

Pastor Josué Gonçalves é terapeuta familiar, pastor sênior do Ministério Família Debaixo da Graça (Assembleia de Deus em Bragança Paulista, SP)

Acesse: www. familiaegraca.com.br

 

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Uma epidemia se abateu sobre o Brasil nos últimos 23 anos. É a epidemia de divórcio. A taxa de divórcios no Brasil subiu 200% entre 1984 e 2007, segundo dados da pesquisa “Estatísticas do Registro Civil 2007”, divulgada, no dia 4 de Dezembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, o índice passou de 0,46 divórcio para cada grupo de mil habitantes para 1,49 divórcio por mil habitantes. Isso significa que para cada quatro casamentos acontece um divórcio.

Estamos em plena epidemia de divórcio e não nos damos conta dos prejuízos para a família e para a sociedade de um modo geral. Estudos mostram que o divórcio traz impactos negativos sobre as pessoas diretamente envolvidas.

Crianças de 5 a 8 anos geralmente demonstram uma tristeza pelo divórcio dos pais e frequentemente experimentam um declínio do rendimento escolar, só para citar um prejuízo. Adolescentes que vivenciem o divórcio dos pais são mais propensos a depressão, raiva intensa ou a comportamentos rebeldes e desorganizados.

O divórcio, já que a natureza, para muitos, é mais importante que a família, também causa prejuízo ao meio ambiente. Com o aumento de separações aumenta também no número de residências, o que, por sua vez, leva a uma ocupação maior do espaço e também a um consumo maior de energia e de água.

Não existe, o que chamam de “bom divórcio”. Divórcio é sempre prejudicial para as pessoas, famílias e sociedade. A igreja, como mordoma das coisas criadas por Deus, não pode se omitir frente a epidemia de divórcio.

Que atitudes, então, a igreja deve adotar?

  1. Deixar claro que divórcio contraria o plano de Deus para a família. Se cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus, autoridade máxima sobre a nossa vida, temos que pregar sobre a indissolubilidade do casamento. Precisamos, como igreja, impregnar os crentes com princípios bíblicos.
  2. Preparar as pessoas que ainda não se casaram para uma vida conjugal feliz, sem pensarem na possibilidade de divórcio. Muitos jovens crentes já estão se casando com a ideia de divórcio, quando o primeiro conflito surgir. Precisamos trabalhar mais com jovens, preparando-os para o casamento. Isso sem mencionar um trabalho sério com noivos.
  3. Precisamos ajudar os casais nos seus conflitos, especialmente nas áreas financeira, relacionamento com a família de origem e sexualidade. Essas três áreas do casamento são mais sensíveis a problemas de relacionamento. Como igreja, precisamos capacitar os casais a resolverem os conflitos que cotidianamente aparecem na relação conjugal.
  4. Precisamos estar mais atentos ao aconselhamento preventivo. Se sabemos que o nascimento do primeiro filho causa um impacto na relação do casal, devemos nos antecipar na ajuda dos pais de primeira viagem. Muitos divórcios acontecem após o nascimento do primeiro filho.
  5. A igreja precisa trabalhar mais a ideia da prática da mentoria e do discipulado conjugal.
  6. Os advogados crentes, como membros do corpo de Cristo, devem exercer um papel mais cristão no exercício da profissão.
  7. A igreja deve se cercar e apoiar-se em profissionais da psicologia que realmente creem que um casamento à beira do divórcio, pode ser recuperado. Aconselhamento e terapia de casal são ações distintas.

Muitas outras ações poderiam ser lembradas, mas se começarmos com as alistadas acima, já estaremos cooperando com Deus na estabilidade e no fortalecimento da família.

Pastor Gilson Bifano

Deus sempre quis ter relacionamento com o ser humano. Por isso ele o criou e todos os dias se encontrava com sua criação num local especial: o jardim do Éden. Jesus também gostava dos jardins e neles se refugiava em oração ao Pai. Em um jardim Ele foi preso e depois enterrado. Mas por que um Jardim? No dicionário, a palavra Jardim significa um Lugar bonito, florido.

Estudo de Polyanna Spínola Dias*

Como eram e para que serviam os jardins?

  1. Eram protegidos por cercas ou muros e possuíam um guardador (jardineiro) – O texto de João, onde Maria procura o corpo do Mestre, mostra que ela o confundiu com o jardineiro (João 20:15). Deus diz em Oséias 2:6 que Ele será como um muro de sebe. “Portanto, eis que cercarei o teu caminho com espinhos; e levantarei um muro de sebe, para que ela não ache as suas veredas”. A sebe ou cerca viva são fileiras de plantas, normalmente arbustos, que tem como finalidade delimitar uma área, sendo por este motivo dispostas ao longo das divisas ou extremidades das terras. Isso é proteção. Temos que ter o Senhor como nosso muro e cerca, como nosso Guardador.
  2. Eram construídos sempre perto de lugares supridos por água – Na antiguidade, a Palestina era densamente arborizada. Séculos de abuso e destruição da natureza, deixaram a natureza essencialmente desnuda de vegetação. Por esta razão, os jardins e pomares é que aliviavam a situação de esterilidade. Jardins bem regados revelam:

Fertilidade – Isaías 58:11 diz: “E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam”. Outra referência está em Jeremias 31:12.

Emblema dos justos – Como está descrito em Salmo 1:3 e Jeremias 17:8: “Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto”.

  3. Eram lugares de descanso – Geralmente, ficavam localizados a uma boa distância das residências e eram tidos como lugares de descanso. Ou seja, é no jardim, longe das multidões, que você descansa e encontra com o Pai em particularidade. Eram lugares prediletos para oração e meditação (Gênesis 24:63, Mateus 26:36 e João 18:12).

4. Serviam para cultivar ervas medicinais – As ervas eram utilizadas para a cura de muitos males. Nós temos que ter resposta para a cura de muitas pessoas. Temos que ser geradores de cura através de Jesus (Jeremias 8:22).

5. Serviam como sepulcro – Assim como Jesus foi enterrado naquele lugar, muitas pessoas eram enterradas em jardins (Gênesis 23:19,20). Jesus foi o único que não deixou nada velho no sepulcro. Seu corpo ressuscitou com seu Espírito. Nós precisamos ir ao jardim deixar o que é velho, fazer morrer o velho homem.

6. Serviam para cultivar: flores e pomares (Cantares 6:11), condimentos (Deuteronômio 11:10) e especiarias, conforme diz Cantares de Salomão 4:16: “Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim, para que se derramem os seus aromas. Ah! Venha o meu amado para o seu jardim e coma os seus frutos excelentes!”.

Hoje, estes frutos e especiarias representam o fruto que Jesus espera que seus filhos deem. São os frutos gerados através dos dons dados por Deus, do chamado respondido. Temos que cultivar bons frutos, porque Jesus disse que toda árvore boa produz bons frutos e aquela que não serve é lançada no fogo (Mateus 7:15-23). Em outro texto, em Mateus 12:33-37, Jesus diz que toda a palavra ociosa que o homem disser há de dar conta no dia do juízo.

Voltar ao jardim é voltar às origens da criação, ao objetivo do relacionamento, da intimidade com o Criador, com o Pai. Jardim é local de encontro, do amor romântico. Simboliza a reclusão privilegiada, algum lugar ou relação harmoniosa que duas pessoas conservam somente para elas mesmas.

Nutra seu relacionamento com Deus e aproveite o jardim.

* Polyanna Spínola Dia é jornalista – polyannaspinola@yahoo.com.br

Há aproximadamente dois mil anos, Jesus nasceu em Belém. Por que justamente ali? Jesus nasceu em Belém não apenas porque o profeta Miquéias profetizou que assim seria, mas porque Belém significa “Casa do Pão”. Em certa ocasião, Jesus disse: “Eu sou o Pão da Vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede” (João 6:35).

Vamos fazer uma viagem imaginária até Belém. O que aconteceu ali no passado? Como está Belém hoje?

 

BELÉM NO SÉCULO XX

Belém há 55 anos: Israel encontrava-se em plena Guerra da Independência. Era a guerra pela sobrevivência do recém-proclamado Estado judeu. Belém foi ocupada pelo exército jordaniano com o apoio do Iraque, da Síria, do Libano, do Egito, da Arábia Saudita e do Iêmen.

BELÉM NO SÉCULO XXI

Belém hoje: Através dos acordos de Oslo, Belém se encontra sob domínio palestino – exatamente como a Jordânia queria. Assim, Belém faz parte do grupo de cidades da Terra Prometida de onde diariamente partem ameaças terroristas contra Israel.

BELÉM HÁ TRÊS MIL ANOS

Quando nos damos conta de que em árabe a palavra “palestinos” é a mesma que “filisteus”, ou seja, “filastini”, somos lembrados de algo que aconteceu ali há três mil anos: Belém estava ocupada pelos filisteus. O judeu Davi quase se consumia de saudades do lugar onde passara sua infância (2 Samuel 23:13-17).

Davi cresceu em Belém. No deserto, ele cuidava dos animais de seu pai defendendo-os de ursos e leões. Davi tinha um dom especial para a música e a poesia hebraica. Através de revelações proféticas, ele sabia que um dia o Messias, o Salvador prometido, viria de sua descendência. Cerca de 1004 anos antes de Cristo, esse pastor de Belém conquistou a cidade de  Jerusalém e elevou-a à condição de capital de seu reino. Por essa razão, há algum tempo, Jerusalém celebrou um jubileu muito especial: 3000 anos como capital judaica.

No Talmude, a mais importante obra teológica para os judeus, está escrito: “Depois dos profetas Ageu, Zacarias e Malaquias, o Espírito Santo afastou-se de Israel”.

BELÉM NO INÍCIO DA ERA CRISTÃ

Belém há 2000 anos: uma pequena e idílica cidadezinha situada na orla do deserto da Judéia, distante apenas doze quilômetros da esplendorosa capital Jerusalém. Por sua posição geográfica, Belém era muito apropriada para a criação de ovelhas. O deserto da Judéia é um deserto cheio de vida. Durante nove meses do ano ele fornece alimentação para ovelhas e cabras. No inverno, na época das chuvas, o deserto floresce e os montes se cobrem com um tapete verde. Os arredores de Belém são muito férteis, adequados ao plantio de cereais. Daí provém, provavelmente, o significado do nome de Belém, “Casa do Pão”.

UMA SINGULAR HISTÓRIA DE AMOR

No final do segundo século antes de Cristo, ,desenrolou-se em Belém a história de amor entre Rute e Boaz, relatada no livro de Rute. Ele era israelita, ela moabita – o que hoje equivaleria a ele ser israelense e ela jordaniana. Será que esse não foi um romance meio complicado? Não! O relacionamento era bom, até muito bom, por uma razão bem definida: Rute, por profunda convicção pessoal, afastou-se da religião de seus antepassados e buscou refúgio sob as asas do Deus de Israel, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Ao se voltar para Deus, ela estava automaticamente aceitando as promessas que o Eterno fizera ao Seu povo Israel. Seu casamento foi abençoado com descendentes, e um de seus netos alcançaria um significado especial na história da humanidade: Foi Davi, o maior rei de Israel, que conduziu o povo ao seu apogeu político. O sábio rei Salomão pode, então, construir seu reino de paz sobre as surpreendentes vitórias militares de seu pai Davi.

BELÉM NA PROFECIA

No oitavo século a.C., Belém ficou no foco das profecias bíblicas. Miquéias, o morastita, anunciou que o Salvador prometido viria da dinastia de Davi e nasceria em Belém: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Miquéias 5:2).

Deus cumpre as profecias apesar da confusão política.

Os acordos de Oslo colocaram Belém sob o domínio palestino. Os profetas de Israel anunciaram antecipadamente centenas de detalhes sobre o Messias. O último profeta do Antigo Testamento foi Malaquias, por volta do ano 400 antes de Cristo. Quando Belém se encontrava debaixo do domínio persa, esse profeta falou mais uma vez do Esperado. Depois dele, não houve mais profetas que tenham deixado profecias escritas para o povo de Israel. No Talmude está escrito: “Depois dos profetas Ageu, Zacarias e Malaquias, o Espírito Santo afastou-se de Israel”. Em 300 a.C., Belém caiu sob domínio grego. No ano 63 a.C., os romanos invadiram a Judéia. Em 40 a.C., o Senado Romano nomeou um “jordaniano”, o edomita Herodes, para ser “rei dos judeus”, que governava também sobre Belém (A pátria dos edomitas encontrava-se originalmente na Jordânia). Mas a espera pelo “Vindouro”, como o Messias é chamado muitas vezes pelo povo de Israel, não terminou. Ao contrário. Ela ficava cada vez mais ansiosa – até que, numa certa noite, mensageiros celestiais proclamaram nos campos de Belém as grandiosas palavras: “Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lucas 2:10 e 11). Grande alegria houve porque na “Casa do Pão” finalmente entrava aquele que tinha autoridade para dizer de si mesmo: “Eu sou o Pão da Vida” (João 6:48). Grande alegria, mesmo que a pequena cidade judaica continuasse sofrendo debaixo do domínio estrangeiro!

Aprendemos daí que o fato único de Deus torna-se homem é tão grandioso que deixa de lado todas as outras ocorrências, todas as coisas, inclusive os problemas e as preocupações. A alegria espiritual não deve depender das circunstâncias, não deve basear-se em situações resolvidas ou não, sejam elas políticas ou de natureza pessoal. A vinda de Jesus a este mundo traz consigo uma profunda alegria para todos aqueles que reconhecem que Ele é realmente o Cristo, o Filho de Deus. Sua vinda é a garantia de que Deus também vai cumprir todas as promessas que ainda faltam e de que o plano divino vai se realizar com toda a certeza.

* Estudo pelo DOUTOR ROGER LIEBI

Quando perdemos alguma coisa, experimentamos a privação de não termos mais aquilo de que gostamos. Muitas vezes, sofremos até mesmo por perdermos um objeto do qual gostávamos muito, um animalzinho de estimação, entre tantas coisas. Quando se trata de perder alguém que amamos, então a dor é mais que infinita.

Autora: Psicóloga Elizabete Bifano

 

ELABORANDO O LUTO

Em diversas fases da vida, a experiência do luto é vivida por nós. Qual de nós, quando temos filhos, não sentimos aquela saudade enorme dos nossos bebezinhos que vão crescendo tão rápido, deixando nosso colo vazio? Qual é o pai ou a mãe que não sente um frio na alma quando percebe que não tem mais seu filhinho e que ele tornou-se um homem? Quantos de nós, quando éramos crianças, não ficamos tristemente frustrados pela perda de um brinquedo ou com a morte de um bichinho de estimação?

Essas experiências, de maneira nenhuma são prejudiciais. Elas devem nos ensinar a lidar com as frustrações, a aceitar as perdas e a continuar a viver.

É muitíssimo importante reconhecer que jamais poderemos ter tudo que quisermos. É prejudicial para uma criança quando os pais logo tratam de substituir o brinquedo quebrado ou o animalzinho de estimação morto. É preciso que a criança vivencie aquela dor, pois a vida é assim mesmo. Se não, aquela criança crescerá mimada, egoísta e possessiva.

No caso de alguém que perde o cônjuge, seja por morte ou divórcio, é necessário experimentar toda a dor que é sentida. Alguns sentimentos são experimentados na elaboração do luto.

  1. Rejeição/Negação: é a tendência de não aceitar os fatos como são, não encará-los de frente.
  2. Culpa: O que foi que eu fiz de errado? Por que Deus está me castigando assim?
  3. Remorso: Pelo sentimento de culpa ou pelo que deixou de fazer pela pessoa que se foi.
  4. Ira: Muitas vezes, até mesmo para compensar aquilo que deixou de fazer pelo outro; sente raiva daquela pessoa que lhe deixou, apesar do seu amor por ela e sente ira por Deus lhe tirar alguém tão querido.
  5. Impotência: A frustração de não poder fazer nada para reverter a situação.
  6. Depressão: Vem associada à impotência e a outros sentimentos como tristeza profunda, desânimo, falta de motivação. É o vale mais profundo.
  7. Aceitação: Aceitar os fatos como são. Que a vida tem um fim com a morte; que a vida traz conflitos por causa do pecado e que a vida continua, apesar de tudo.

É absolutamente normal a pessoa enlutada passar por algumas ou por todas essas fases. São sentimentos que podem ser compreendidos por Deus, pois Ele nos ama e sabe da nossa dor.

Temos um intermediário infalível, que é Jesus. Ele passou pelas mesmas aflições que nós, e o Seu Espírito, que intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Romanos 8:26). Quando não conseguimos lidar com a experiência da perda, não aceitamos o luto, e a vida torna-se insuportável. É comum passarmos por esses sentimentos, mas não podemos viver para sempre com eles. Nosso consolo e nossa força vêm de Deus (Romanos 8:5, 6, 37-39).

Para retomar a caminhada, é necessário colocar todo o passado, o que foi bom ou ruim, aquilo que você imagina que poderia ter feito, ou não, nas mãos de Deus. Precisamos entregar-lhe todos os fardos, toda a culpa, toda a ira e tristeza para poder prosseguir.

REORGANIZAÇÃO

Depois de todo esse processo de elaborar/vivenciar o luto, começa uma nova etapa da vida: a de se reorganizar como pessoa e como família. Mas é preciso ter calma. E nada como o tempo para ajeitar tudo.

  1. Vida Pessoal: O que fazer, agora que está só? Como administrar a vida sozinho? Descobrir novas formas, o que gosta de fazer; procurar os amigos, conhecer a si mesmo e gostar de estar com você mesmo; ler, ouvir música; estudar (por que não?); namorar de novo? (Só depois que estiver realmente bem); estabelecer alvos.
  2. Vida Familiar: Planejar uma nova rotina dos dias e horários – trabalho, filhos na escola ou cursos. Na relação com os filhos (nada de ser super), o que é possível fazer? Responder honestamente às perguntas dos filhos, suprir suas carências. Não se envergonhe de chorar na frente deles. Isto pode ajudá-los a também expressar sua dor.
  3. Vida Financeira: Certamente ela muda. É necessário ir devagar. Fazer os ajustes que for preciso. Se tiver que cortar despesas, converse com os filhos; peça para colaborarem e explique que pode ser uma fase apenas. Encoraje-os. Se for preciso morar com seus pais, que seja apenas por um tempo e que seja também conversado com as crianças. É difícil, mas elas ajudarão. Toda essa experiência fará com que amadureçam mais cedo.
  4. Vida Social: Principalmente para o divorciado, não é fácil enfrentar a sociedade. As mulheres, então, na maioria das vezes, são tidas como as culpadas – não foram eficientes para segurarem seus maridos. Os pré-conceitos são inevitáveis. Os viúvos sofrem com o olhar de pena das pessoas. As viúvas precisam correr atrás de pensão e sofrem, com tanta burocracia e demora. A pessoa que sofre a perda do cônjuge tende a se fechar em si mesmo e em casa. Há tantas coisas para dar conta sozinha que acaba se isolando. O lazer, os amigos, a família são importantes para nos mostrar que ainda estamos vivos, que podemos sentir prazer, conhecer gente nova e conviver alegremente com nossos queridos. Não estamos sós no mundo!

EVITANDO PADRÕES ERRÔNEOS

Alguns comportamentos têm sido manifestados pelos descasados. Vamos conhecê-los e evitá-los a todo custo:

  • Não perder sua auto-estima;
  • Não denegrir a imagem do pai de seus filhos, isso vice-versa;
  • Não usar seus filhos para atingir seu (sua) companheiro (a);
  • Não se casar novamente sem antes elaborar sua perdas, conhecer-se melhor e saber o que Deus quer para sua vida;
  • Não se casar somente para satisfazer suas necessidades sexuais. O casamento não é só isso;
  • Não se abster da aproximação de pessoas do sexo oposto com medo de amar novamente e depois perder seu amor. Fazendo isso, pode-se perder a chance de ter ótimos amigos.

A Bíblia, o nosso “manual de sobrevivência”, nos fala largamente sobre o sofrimento – essa foi a grande conquista que alcançamos pelo pecado. Grandes homens, que em tudo são iguais a nós, passaram por terríveis momentos, por inúmeras perdas: Moisés, Ana, Jó, Davi, Marta, Jesus, entre tantos outros, souberam tão bem quanto nós o que é sofrer. No entanto, suas experiências dolorosas nos proporcionaram mensagens maravilhosas. E são nessas mensagens da Bíblia que devemos encontrar refúgio, alento e forças para prosseguir.

Fonte: www.clickfamilia.org

Deus sempre quer o melhor para os seus filhos. O Senhor não precisava ter nos criado. Mas nos criou, à sua imagem e semelhança nos criou. Nos colocou num lugar totalmente aconchegante e seguro. Ouvíamos a sua voz, queria saber como estávamos. Colocou à nossa disposição tudo o que queríamos. Tanto que andávamos à vontade. Sem nos preocuparmos com tempo e espaço. Nos sentíamos livres para fazer o que gostávamos. Demos nomes aos animais, às plantas, tudo o que os nossos olhos podiam contemplar! Podíamos sentir a paz e o sossego, sem limites para dormir e acordar. Parecíamos como crianças! Correndo para um lado e para outro. Sabendo que tudo o que nós precisássemos seria feito, comer, beber… Se vestir? Para quê? Por quê? Para quem? Nos incomodarmos? Jamais! Poder correr e sentar na grama bem verdinha… Mergulharmos no rio e sentirmos o frescor de uma água pura e límpida! Podermos ser nós mesmos! Somente presenciar e admirar a criação de Deus!

Family Carneiro

“Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça um sinal de autoridade, por causa dos anjos”.

I Coríntios 11:10

Análise completa do versículo pelo Pr. e Dr. Alberto Thieme

1. Para quem foi escrito: Igreja Cristã de Corinto;

2. Como estava a cidade de Corinto quando a carta foi escrita com este verso? – Sob domínio dos soldados romanos e havia prostituição generalizada e abuso sexual pelos soldados até com rapazes e adolescentes;

3. O que Paulo fala antes deste versículo, ou seja, em que tema ele está inserido;

4. Para torná-lo uma doutrina ou princípio a ser seguido por todos, o mesmo assunto deve ser abordado em pelo menos mais 5 versículos ou textos:

Neste caso com a doutrina dos anjos define claramente como eles atuam, quem são, como foram criados, trabalha a serviço dos santos – aqueles que foram santificados por Deus, ou seja, reconheceram serem pecadores e estarem perdidos, sem salvação eternal, arrependeram- se e abandonaram seus pecados – e daí pra frente passa a contar com a ajuda dos anjos – “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra” Salmo 34:7. A Bíblia jamais cita que anjos protejam pessoas ímpias que já negaram a Deus completamente e que jamais se arrependerão. Deus sabe, porque Ele é Onipresente, Onisciente e Onipresente;

5. Quanto ao versículo citado, precisamos ver outros textos para entendermos o significado, pois poucos são os que realmente estudam a Palavra de Deus. Se o fizessem não fariam más interpretações da Bíblia, pois o método correto é interpretar a Bíblia com a própria Bíblia;

6. Quando Paulo proclama o evangelho para que as pessoas de diferentes culturas, tanto judeus como gregos, se reuniam na igreja, pois Paulo afirma que foi chamado para pregar aos gentios, vê desenrolar-se diante dos anjos (e demônios) o sábio desígnio divino para a igreja, para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais – “Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus”. Efésios 3:10. E Pedro nos diz que os anjos anelam perscrutar (1 Pedro 1:12) as glórias do plano de salvação, enquanto se desenrola nas vidas dos cristãos, dia após dia. Paulo também observa que Cristo foi “contemplado por anjos” (1 Timóteo 3:16), sugerindo que eles glorificam a Deus pela vida de Obediência de Cristo. Além disso, o fato de as mulheres deverem usar roupas que adequadamente indicassem que eram mulheres, “por causa dos anjos” (1 Coríntios 11:10) – quando a igreja se reunia para o culto, sugere que os anjos testemunham a vida dos cristãos e glorificam a Deus pela nossa adoração e obediência. De fato, Paulo lembra a Timóteo, querendo enfatizar a gravidade de uma ordem, que nossas ações são executadas na presença de testemunhas angelicais: “Conjuro-te, perante Deus e Jesus Cristo, e os anjos eleitos, que guardes estes conselhos, sem prevenção, nada fazendo com parcialidade” (1 Timóteo 5:21 e 1 Coríntios 4:9). Se Timóteo acata as orientações de Paulo, os anjos testemunham a sua obediência e glorificam a Deus, se deixa de obedecer, os anjos também observam e se entristecem;

Existe outro motivo que demonstra que o cabelo comprido da mulher cristã demonstrava um sinal de autoridade, por causa dos anjos as proteger, de situações embaraçosas, porque as cristãs de Corinto, se diferenciavam das prostitutas pelos cabelos compridos e pelas vestes. Quando as cristãs de Corinto deixavam seus cabelos crescerem, era para Deus um sinal de autoridade que a mulher possuía, e enviava seus anjos para protegê-las. Você sabe muito bem que os anjos não são oniscientes, nem onipresentes. Eles apenas cumprem ordens. E uma das formas de Deus cumprir sua palavra de proteger os que o servem e o amam, estava na obediência de Sua Palavra, quanto a estes dois itens inclusos nas cartas de Paulo aos cristãos de Corinto. Finalizando, a mulher que obedecia, só tinha a ganhar, porque gozava da proteção dos anjos. Por isso a colocação – por causa dos anjos, isto é, para que eles soubessem que as mulheres com aquelas características deveriam ser protegidas.

O cabelo comprido destacava a mulher cristã da prostituta, por isto, os soldados romanos não atentavam contra a mulher que assim procedia. Isto significa uma grande autoridade, pois o inimigo sabe dos propósitos de Deus e Paulo e todos os escritores biblicos foram inspirados pelo Espirito Santo  para escrever sobre a atitude como as mulheres deveriam portar-se para não ser molestada pelos soldados romanos. Quer mais autoridade que esta? Você andar livremente e não ser molestada como as demais mulheres não cristãs eram? Os soldados perceberam que toda mulher que usava cabelos longos era cristã. Porém, entenda bem, isto não pode ser usado como doutrina hoje a não ser que alguma circunstância exija, porém, o bom senso no vestir, tanto para o homem como para a mulher cristã, os destaca hoje na sociedade, ou seja o bom senso cristão deve ser a tônica dos nossos valores sociais.

Outra boa pergunta seria: Isto ainda é válido para hoje? Sim, mas de outra forma: Agora não é mais o cabelo comprido que identificam uma mulher cristã, mas as vestes sim. Vestir-se com bom senso e viver de uma maneira singela faz parte dos conselhos bíblicos tanto para as mulheres como para os homens. Hoje há uma tendência diabólica em seguir a moda. (E sabemos que a maior parte dos que ditam a moda, o fazem visando “o mundo, ou seja, o sistema deste mundo, que jaz no maligno”, disse Jesus). Portar-se adequadamente faz parte até da vida profissional. Por que para Deus, não façamos o melhor, se para nosso patrão terreno o fazemos? O bom senso deve imperar sempre.

Não se esqueça que os que mais são visados pelo inimigo são exatamente os cristãos verdadeiros, porque os que já são dele, ele pouco necessita se importar.

Por isto que a Palavra de Deus diz “Resisti ao Diabo e ele fugirá de vós”. Naquela época o cabelo comprido foi uma maneira de resistir ao diabo, concorda?

Eu tenho aconselhado as pessoas que se convertem que se elas bebiam, que não entrem mais em bar, as que fumavam, que não comprem mais cigarros, e se algum amigo estiver fumando, saia logo de perto dele, os que se prostituiam que nao passem por lugares onde poderão ser tentados. Tudo isto é Resistência ao Diabo.

Não se esqueça que a função do Espirito Santo é nos consolar, animar, convencer do pecado, porém quem nos guarda são os anjos dos Senhor. Leia Salmos 34:7. Os anjos foram criados por Deus para trabalhar a favor dos que servem a Deus.

Maria tinha os cabelos longos porque se não, seria impossível ela enxugar os pés de Jesus com seus cabelos, porém tem um detalhe deste fato descrito em João 11:2 e 12:3. Este fato ocorreu em uma aldeia próximo a  Betania. Jesus demorou 3 dias para ir de Jerusalém a aldeia onde Morava Maria. NO caso de Paulo, ele escreve a Igreja de Corinto que ficava só do outro lado do Mar Mediterrâneo. Provavelmente alguns milhares de kilometros de distância. Betania ficava 15 estadios de Jerusalem (cerca de 3 Km de Jerusalem apenas). Lógico que Jesus parou em variados lugares porque ele sabia do milagre que iria realizar.  Mas o Enfoque aqui é que Betania está próximo de Jerusalém que está do lado debaixo do Mar Mediterrâneo – Cultura hebraica enquanto em Corinto já predominava a cultura romana, pois a cidade foi dominada e por ser beira-mar os soldados romanos permaneceram lá e por isso houve a necessidade do cuidado de Paulo para com as mulhares cristãs. No texto acima,  Maria já havia se convertido a Cristo.Porém nao era costume em Jerusalem de diferenciar-se as mulheres pelos cabelos, enquanto em Corinto, Paulo pediu para que elas não cortassem seus cabelos pois representariam a autoridade que pela obediência a  Deus davam a elas o poder de não serem molestadas pelo soldados romanos.